A bola batia no pé do guri, rebatia na parede e voltava aos seus pés. Estava só, porém só até o momento em que avistou o seu velho amigo.
- Há quanto tempo hein! Que saudade!
- Pois é, mas quanto tempo há dentro da saudade?
- Tempo suficiente pra perceber que algo faz falta.
E a bola voltou a rolar. Dessa vez dos pés de um para os pés do outro. Agora quem ficou só foi a parede, mas é assim que as paredes devem ficar.

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