Dirão que é coincidência, mas eu digo que não é. Nosso último título mundial de futebol foi em 2002 e esse também foi o ano do último campeonato nacional disputado com o sistema mata-mata. Desde então adotamos os pontos corridos sob a alegação de que traria maior organização aos clubes, ao calendário e talecoisa.
Quein quein quein... já fazem 11 anos que o Brasileirão ocorre nesse formato e já podemos fazer observações interessantes:
-Não houveram melhorias na organização dos clubes;
-Não houveram melhorias na organização do calendário;
-Não houveram campeões de fora do eixo SP-RJ-MG;
-Diminui a cada ano o interesse do público pelo campeonato;
-Estádios vazios;
-Jogadores se formam sem ter passado pela tensão e o amadurecimento que o mata-mata traz;
Não adianta alegar que existe a Copa do Brasil, pois essa competição tem outros elementos importantes, como a inserção de clubes de menor porte, dando-lhes a oportunidade de mostrar jogadores e de construir uma história no cenário tupiniquim.
O Brasileirão é a tropa de elite. Nele a pressão é maior. Os mata-matas eram épicos. Nasciam heróis e vilões.
Em 1996 a final foi entre o oitavo (Portuguesa) e o sétimo (Grêmio). Em 2002 vimos grandes jogadores surgirem do time oitavo colocado que sagrou-se campeão após as batalhas dos playoffs. Era o Santos de Robinho, Diego, Elano e Renato.
Então será que vale tanto a pena copiar os europeus? Acabamos com a brasilidade do futebol. Não sabemos nos auto analisar, então vamos lá e copiamos o que deu certo, porém não adianta. Cada lugar, cada povo, tem suas características e suas necessidades.
Nós estamos matando o futebol nacional sem os mata-mata. Ah!, pedala Robinho!

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